Por falta de tratamento adequado, o problema é a causa da morte de 360 mil brasileiros por ano

Todos nós já estamos fartos de escutar sobre a importância de se manter na vida um estilo harmonioso para a manutenção da saúde. Na questão física, bons hábitos alimentares, exercícios físicos periódicos e outras recomendações refletem-se diretamente no bem-estar. Em termos emocionais, manter-se longe de situações de estresse, estar ao lado de quem se ama e cuidar da saúde mental adequadamente também são fatores que contribuem diretamente para o funcionamento correto do corpo. Assim, a harmonia e o equilíbrio nos hábitos têm papel fundamental em nossa saúde. Mas e quando o coração não tem um ritmo harmonioso?

As arritmias cardíacas, ou seja, distúrbios no batimento ou ritmo do coração, são modificações causadas por alterações elétricas. Como consequência, quando não tratadas da forma adequada, as arritmias podem desencadear outros problemas cardíacos, parada cardíaca ou mesmo morte súbita. Assim, é importante se manter atento aos sintomas e procurar um cardiologista assim que seja identificada alguma alteração. Segundo a Associação Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com o problema, e por volta de 360 mil pessoas morrem por ano, no país, por complicações de arritmias.

A doença

De início, é preciso entender que nem sempre as arritmias se dão da mesma forma. Se as alterações fazem com que os batimentos se mantenham desacelerados, denomina-se bradicardia; quando os batimentos são acelerados, taquicardia; e quando há irregularidades, denomina-se descompasso.

Além das já mencionadas alterações elétricas que modificam os batimentos cardíacos, alguns fatores podem influenciar no problema, como hipertensão, hipotireoidismo, diabetes, tabagismo, consumo excessivo de álcool, choque elétrico, poluição do ar, uso de medicamentos, entre outros. É importante entender, no entanto, que a doença não faz distinção de raça, gênero ou idade, sendo que qualquer um pode desenvolvê-la. No entanto, na maioria dos casos, o problema atinge pessoas com histórico familiar ou outras doenças cardíacas.

Assim, os principais sintomas causados pelas arritmias são incômodo, peso ou dor no peito; falta de ar, sensação de batimentos acelerados, lentos ou os dois; palidez, desmaio e sudorese. Portanto, se você tem ou suspeita ter muitos desses sintomas, é muito importante procurar um especialista. Após analisar o caso e questionar o paciente sobre vários fatores, ele o encaminhará para a realização de exames. Caso diagnosticado, há vários tipos de tratamento disponíveis. Um dos grandes riscos da doença, no entanto, é que em muitos casos ela não manifesta sintomas, ocorrendo de forma silenciosa. Por isso é sempre importante manter exames de rotina.

Os exames mais utilizados no diagnóstico da doença são o eletrocardiograma, o ecocardiograma, monitoramento Holter e monitoramento de arritmias esporádicas. Podem ainda ser solicitados o exame de estresse, com teste de esteira ou ergométrico; o estudo eletrofisiológico e o Tilt test, ou teste de inclinação ortostática.

Tratamento

Após o diagnóstico, há quatro tipos de tratamentos disponíveis. O primeiro deles é o medicamentoso, que muitas vezes não traz resultados. Já os outros três, que em geral trazem resultados mais efetivos, são intervencionistas.

Além do farmacológico, outras formas de tratamento incluem a implantação de dispositivos cardíacos eletrônicos (DCEI), sendo eles o marca-passo (MP) e o cardioversor desfibrilador implantável (CDI). No primeiro, o aparelho envia estímulos elétricos com o objetivo de manter o ritmo do coração. No outro, além de atuar na manutenção dos batimentos adequados, também há prevenção de arritmias malignas causadoras de paradas cardíacas.

A última opção é a ablação por cateter, um procedimento cirúrgico em que, após o mapeamento das regiões que provocam estímulos elétricos inadequados, o cirurgião destrói esses tecidos.

Saiba mais sobre o CentroMeb

Com sede na Ceilândia Sul, o CentroMeb é um centro ambulatorial composto por 21 profissionais, atendendo em 15 especialidades diferentes, sendo elas angiologia, cardiologia, clínico geral, dermatologia, ecocardiografia, endocrinologia, neurologia, nutrição, oftalmologia, ortopedia, pediatria, psiquiatria, reumatologia e urologia. A instituição também oferece diagnósticos, com exames laboratoriais e serviços de radiologia.